sexta-feira, janeiro 06, 2006
A NOVA CASSAÇÃO DE OSMUNDO
► Líder estudantil nos anos 50, membro ativo do Partido Comunista Brasileiro e líder operário na FNM nos anos 60, ele foi demitido da empresa em 64, teve os direitos políticos cassados pela Ditadura e foi exilado na extinta União Soviética, onde estudou Direito. Com a anistia, ele voltou ao Brasil e à luta política. Em 1992, ele teve participação ativa na eleição do prefeito Hydekel Freitas, sendo nomeado Procurador Geral do Município, onde realizou um excelente trabalho na defesa dos interesses do Município e no assessoramento do Prefeito nas questões legais. Com essa invejável e inatacável folha de serviços prestados ao Município e ao País, teve seu nome indicado para uma das ruas de Xerém, onde sempre viveu sua família. Era uma justa homenagem a um homem de palavra, de princípios e, acima de tudo, com um profundo sentimento de ética em seu comportamento político, profissional e familiar. Vítima de câncer, ele lutou até onde foi possível contra a doença, que acabou por levá-lo à morte. Cassado em 64 e anistiado em 85, Osmundo Bezerra acaba de ser cassado pela segunda vez, com a retirada do seu nome do logradouro onde morava. Não se discute os méritos de quem foi homenageado em seu lugar, mas não se pode aceitar, passivamente, que um cidadão seja desrespeitado depois de morto. Já é tempo de se por um fim ao macabro desfile de Projetos de Lei mudando a denominação de logradouros públicos apenas para satisfazer aos caprichos de eventuais detentores do Poder. Principalmente quando se tem tantas ruas "Projetadas A", "B", "C", "1", "2", "3" à espera de batismo!
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